“Jumper” (Jumper)
Estados Unidos – 88 Minutos
Gênero: Ação / Ficção
Estréia no Brasil: 28/03/2008
Direção: Doug Liman Roteiro: David S. Goyer e Jim Uhls
Site oficial: http://www.jumperfilme.com.br
Cotação 89:


“Jumper” conta a história de David Rice (Hayden Christensen), um garoto C.D.F. que descobre ter o poder de se teletransportar, ou “saltar”. Ele aproveita e sai roubando bancos, viajando por todo o mundo e catando tudo quanto é mulher que vê pela frente. Num instante ele passa de bobalhão atrapalhado para sexy super-herói.
Já vimos isso antes? Sim! Várias vezes. Muitas comédias e até mesmo filmes de heróis, como “Homem Aranha”, seguem esta linha.
Quando David está no ápice da diversão, ele descobre que nem tudo na vida são flores, e que existem os caçadores de Jumpers, que são liderados pelo malvado Roland (Samuel L. Jackson).
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Buscar fórmulas fáceis e já comprovadas para atingir o grande público não é uma grande demonstração de se fazer cinema. Já que os estúdios precisam de produções para engordar os cofres, que isso seja feito da melhor forma possível, não é mesmo?
E o diretor Doug Liman é um dos caras que sabem fazer isso como ninguém. No seu currículo estão produções como “Sr. & Sra. Smith” e “A Identidade Bourne”, que arrasaram nas bilheterias sem perder a classe.
“Jumper” é bem mais fraco do que o primeiro capítulo da saga Bourne, mas o porquê é muito simples. Os roteiros tomam um rumo completamente diferente, e são direcionados para públicos diferentes. Mesmo “A Identidade Bourne” sendo bem mais eficiente e inteligente, “Jumper” tem seus méritos. É melhor compará-lo a “Sr. & Sra. Smith”, que diverte, tem boas cenas de ação e conquista a atenção extraindo ao máximo o charme dos protagonistas.
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Doug Liman faz um bom trabalho: “Jumper” mantém o ritmo na ação e chama a atenção dos espectadores. E mais uma vez, como anda ficando comum nos filmes do gênero, o diretor se apóia no carisma dos protagonistas. Hayden Christensen (“Star Wars – Episódios II e III”) não é o maior exemplo de atuação, mas se sai muito bem no papel.
Ele é sedutor e engraçado no momento certo. E o veterano Samuel L. Jackson rende umas boas risadas como um vilão caricato e irônico. Se o roteiro não constrói uma história firme, pelo menos faz as piadas na hora certa.
Quer um conselho? Vá a um daqueles cinemas bem modernos, compre um saco enorme de pipoca amanteigada e se desligue do mundo real.
“Jumper” é uma boa diversão, sem nenhum compromisso com enredo.
“Jumper” rendeu mais de 130 milhões de dólares nas bilheterias mundiais até o momento, e estréia por aqui no dia 28 de março.
Por Armando Saullo
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