“Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal” (Indiana Jones and the Kingdom of the Crystal Skull)
Estados Unidos – 124 Minutos
Gênero: Ação / Aventura
Estréia no Brasil: 22/05/2008
Direção: Steven Spielberg
Elenco: Harrison Ford, Shia LaBeouf, Karen Allen, Cate Blanchett, Ray Winstone e John Hurt
Site oficial: http://www.indianajones.com
Cotação 89: 



Quantos anos você tinha quando foi lançado o filme “Os Caçadores da Arca Perdida”, em 1981? E em 84, quando veio “Indiana Jones e o Templo da Perdição”? Você chegou a ver no cinema “Indiana Jones e a Última Cruzada”, de 1989?
Se você não assistiu a estes clássicos do cinema, corre pra locadora pra ver! Pelo menos, em vídeo, você tem que ver a trilogia dos anos 80.
Tudo bem que, se você só conheceu o professor, arqueólogo aventureiro quando começou o burburinho pelo quarto filme, você não vai ficar perdido na história, que se passa em 1957, 19 anos depois da última. Mas pros velhos fãs, existem algumas referências especialmente à “Última Cruzada” e ao filme de estréia. Tanto que a “mocinha” de “o Reino da Caveira de Cristal”, já não tão mocinha assim, é Marion Ravenwood (Karen Allen), aquela morena que bebia absurdamente logo no começo de “Os Caçadores da Arca Perdida”.
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“Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal” começa com o herói já encrencado: ele é feito refém pelos comunistas, liderados pela capitã-doutora Irina Spalko (Cate Blanchett) e precisa encontrar um contêiner escondido num galpão na Área 51 – onde supostamente teriam sido guardados os materiais e seres recolhidos na queda de uma nave espacial em Roswell, nos anos 40.
Depois da aventura pra se livrar dos inimigos, o velho Indy (Harrison Ford), agora com cerca de 55 anos, arranja outro problema: ele é demitido da faculdade onde dá aula, mas antes de pegar o trem pra outra cidade, conhece Mutt Williams (Shia LaBeouf), um jovem fã de astros rebeldes da época, como James Dean e Marlon Brando. O motoqueiro, com seu inseparável pentinho de bolso, diz ao arqueólogo que sua mãe foi seqüestrada na América do Sul, quando viajou à procura do professor Oxley (John Hurt), que estaria atrás de uma lendária caveira de cristal.
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É aí que a dupla se une e parte pra uma aventura pela região amazônica, com direito a cataratas do rio Amazonas, abismos na floresta, formigas carnívoras, macacos e apenas uma cobra. Sorte do Indy, que morre de medo delas, mas a cena da cobra é uma das mais engraçadas do filme!
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Os vilões da vez são os soviéticos, já que a trama se passa em plena guerra fria. Assim como nos outros filmes, “Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal” tem elementos históricos, lendas, fantasia, conspiração e aquele elemento “e se for verdade?” – no caso, a ajuda alienígena na criação de uma civilização extremamente avançada há 7 mil anos. Os enigmas da antiguidade, com suas armadilhas, também estão presentes, mas desta vez são menos mortais que os espinhos, abismos, a bola gigante e outros lendários desafios enfrentados pelo herói. E como sempre, a equipe do bem quebra a cabeça pra conseguir vencer desafios, mas os vilões chegam fácil, fácil. Por outro lado, Indy escapa de cada uma que só mesmo quem bebeu no Santo Graal conseguiria sobreviver!
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Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal” segue a mesma linha e identidade visual dos antecessores, e quanto à ação e ao humor, Indiana Jones continua afiado como sempre. Harrison Ford está bem em forma para os seus 65, e fez questão de evitar ao máximo o uso de dublês. Mas o legal é que o problema da idade não é escondido no filme, e o aventureiro assume que já não tem aquele pique. Ele também já não é mais aquele conquistador mulherengo dos velhos tempos, mas não perdeu o charme, e continua irônico e cheio de graça.
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Karen Allen também está ótima de volta ao papel de Marion, a mulher mais forte e corajosa a fazer o par romântico com Indiana Jones. Já a vilã Irina Spalko, vivida por Cate Blanchett, não é daquelas que geram raiva no público. Ela é a antagonista por ser ambiciosa e usar de todos os meios pra conseguir o que deseja. Mas em alguns momentos, dá até pra sentir compaixão pela militar ucraniana de sotaque caricato.
O novo personagem, Mutt Williams, também agrada ao público, mostrando que herdou o carisma do pai. Talvez seja muito cedo pra ele assumir o lugar de Indy nas aventuras – principalmente porque ele é muito esquentado e não tem bagagem intelectual – mas, quem sabe, ele aprende mais alguma coisa com Henry Jones Jr. antes de andar pelas próprias pernas.
Por Luciana Curiati