“Uma Chamada Perdida” (One Missed Call)
Estados Unidos – 97 Minutos
Gênero: Suspense / Terror
Estréia no Brasil: 18/04/2008
Direção: Eric Valette Roteiro: Andrew Klavan
Sites oficiais:
http://www.onemissedcallmovie.com www.umachamadaperdida.com.br
Cotação 89: 


Só neste ano já chegaram no Brasil duas adaptações americanas de suspenses orientais: “O Olho do Mal”, com Jessica Alba, e “Imagens do Além”.
Agora, no próximo dia 18 de abril, estréia por aqui “Uma Chamada Perdida”. Lá nos Estados Unidos as estréias dos 3 filmes aconteceram antes daqui, e em datas bem distantes uma da outra. O mais engraçado de tudo é que, basicamente, os 3 filmes erram quase no mesmo ponto: o roteiro.
A 89 está sempre ligada nas estréias mais badaladas, e foi conferir antes de todo mundo o mais novo suspense “Uma Chamada Perdida”, do diretor Eric Valette. Primeiro é importante saber que para se assistir a um filme desse tipo é necessário deixar o preconceito de lado. Olhando tecnicamente, “Uma Chamada Perdida” falha terrivelmente na trama, mas traz uma seqüência de imagens interessantes.
A história se baseia num grupo de amigos que recebe na caixa postal do celular uma mensagem que vem do futuro. Esta mensagem foi gravada por eles mesmos, logo antes de morrer. A cada morte que acontece, outro amigo recebe a mensagem de sua morte. A partir daí, Beth (Shannyn Sossamon) começa a investigar o que acontece, já que testemunhou as horríveis mortes de dois amigos com apenas poucos dias de diferença.
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A premissa do filme é muito boa: já pensou como seria receber uma ligação com a sua própria voz, minutos antes da sua morte? A idéia do filme é mostrar como o celular virou um objeto essencial na vida de todo mundo. Inclusive, nos créditos iniciais, vemos um outdoor com a propaganda “Seu celular, sua vida”, o que já deixa clara a intenção da história.
Também são interessantes os planos de câmera das cenas (o enquadramento das imagens). Os cenários são aproveitados ao máximo, e a tensão aumenta com a câmera em movimento quando alguém atende ao telefone. Passa uma sensação de agonia quando você está tenso, e a câmera não pára de se mexer. Esta é uma sacada e tanto, aproveitada ao máximo em filmes como “Cloverfield”, e que geralmente é esquecida nos filmes de terror convencionais.
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A edição de som e os efeitos sonoros são muito bons, mas usados em excesso. Não é preciso dar um susto no espectador quando nada de terrível vai acontecer: isso é desnecessário e tira a credibilidade da história. O maior problema, e que acaba atrapalhando muito o resultado final, é o roteiro. A trama é mal desenvolvida, e as histórias ficam com uma conexão pífia. Sabe quando o roteiro é tão ruim, que é preciso ficar explicando descaradamente o que está acontecendo? Pois é! Se reconhece um bom roteiro quando ele dispensa as explicações óbvias.
A arte do cinema é falar com imagens, e não necessariamente com falas. Fora isso, o filme traz uma coleção de seqüências dispensáveis – parece que ele não passou por uma revisão antes de chegar a sua versão final.
Mesmo com o problema de roteiro, o filme tem um crédito técnico. As imagens são bonitas, o áudio e a trilha foram bem montados, mas é uma pena que a história não convença.
“Uma Chamada Perdida” é um filme legal para se ver em casa, naquele domingão chuvoso em que não tem nada de bom na TV. Reúna os amigos, faça um baldão de pipoca, e passe 97 minutos descontraídos.
Por Armando Saullo
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